domingo, 8 de novembro de 2009

O espírito nicolaíta morreu ou está bem vivo hoje? (Baseado em Apoc.2:6)

Sabemos que nicolaísmo é a conquista dos leigos, que começou na primeira era como um dito, algo sutil, e chegou a ser uma doutrina na terceira era. Vemos um espírito errado chamando outro espírito errado, até chegar ao jezabelismo, que é o poder feminino da igreja se "sobrepondo" ao poder do Espírito Santo, na quarta era.

A pergunta é: Este espírito nicolaíta morreu ou se encontra bem vivo hoje, inclusive no meio dos que dizem crer na mensagem da hora? Será que o povo que crê na mensagem não saiu de uma gaiola denominacional e entrou em outra gaiola fabricada pelos "entendidos" da mensagem, os "doutores" conquistadores da boa fé dos irmãos? Isto é algo a ser refletido!

Mas, vamos ver com o profeta como foi isso no princípio:

"Na primeira era, a Igreja já era uma "mulher caída". Assim como Satanás conheceu a Eva antes de Adão, agora Satanás havia enganado a Igreja, a noiva de Cristo, antes da ceia de casamento do Cordeiro. E o que realmente entrara no meio dela causando sua queda? Nada mais, nada menos que Apocalipse 2:6 : 'As obras dos Nicolaítas'. A primeira era já se havia apartado de somente a pura Palavra de Deus. Eles voltaram-se contra a exigência de Deus de uma igreja completamente Dele (dependente inteiramente de Deus para o cumprimento de Sua Palavra do princípio até o fim, independentemente do governo humano) para o nicolaísmo, que é a organização do governo humano dentro da igreja que, como todos os governos fazem, legisla sobre o povo. Eles fizeram exatamente também o que Israel também fizera. Eles tomaram expediente do governo humano em vez de tomar a Palavra e o Espírito.

A terceira era (Pérgamo) revelou pelo Espírito de profecia que a igreja mundana aceitaria ao nicolaísmo como uma doutrina. A separação entre o clero e os leigos cresceu a partir da bíblica verdade dos anciãos (pastores de rebanhos locais), governando o rebanho por meio da Palavra, até chegar aos 'atos dos nicolaítas', situação na qual o clero se colocou em graus de dignidade, um sobre o outro, fórmula sem nenhum fundamento nas Escrituras; logo se transformou num sacerdócio que colocava o clero entre Deus e o homem, concedendo ao clero certos direitos, enquanto ao mesmo tempo negava aos leigos os direitos que Deus lhes havia dado. Isso foi usurpação. Nesta era chegou a ser uma doutrina. Foi estabelecido na igreja como se fosse a Palavra de Deus, na verdade não o sendo. Mas o próprio clero chamava esta doutrina de 'Palavra de Deus', sendo, na verdade, uma doutrina anticristo. Sendo que o governo humano não é nada menos que política, a igreja chegou a estar misturada na política. (...) É triste dizer que a verdadeira vinha (igreja) não estava totalmente imune desta doutrina." ("Um Resumo das Sete Eras", do parágrafo 10 ao 23, William Marrion Branham).

Pensando nestes escritos do profeta de Deus, perguntamos: Será que o nicolaísmo está presente hoje, mesmo no meio da Mensagem? E estes questionamentos sobre bispado, apostolado, anjo de nação? Acaso não é uma hierarquia disfarçada?

Recordamos as palavras do apóstolo Pedro, no capítulo 5 de sua primeira carta (a partir do versículo 1): "Aos presbíteros (o mesmo que pastor, bispo, ancião) que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles (não o papa), em testemunha das aflições de Cristo, participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, NÃO POR FORÇA, MAS VOLUNTARIAMENTE; NEM POR TORPE GANÂNCIA, MAS DE ÂNIMO PRONTO; nem como tendo DOMÍNIO sobre a herança de Deus, mas servindo de EXEMPLO ao rebanho. E, quando aparecer o sumo pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória."

O intuito deste não é trazer polêmica, mas levar à reflexão sobre este assunto, com base nos acontecimentos que temos observado nestes últimos dias. Somente os eleitos de Deus não serão enganados e nem se denominarão, porquanto não se deixarão levar por este espírito nicolaíta que paira sobre a igreja. É tempo de voltar à pureza, à simplicidade, ao amor fraternal, deixar as diferenças e se submeter à Palavra. A Palavra é o chefe; fora com o governo humano dentro da igreja e de volta à Palavra Original.

Que Deus vos abençoe!