Muitos crentes da Mensagem têm se preocupado com a escolha do novo papa, já que o sucessor de Bento XVI seria, baseado numa interpretação de Apocalipse 17, o último sumo pontífice da história da humanidade. Entretanto, é necessário estar atento para não enveredar por tonterias ou preocupações que não levam a lugar nenhum, já que vários sinais da vinda do Senhor Jesus Cristo já têm se cumprido independentemente do que acontece na Igreja Romana.
Na escritura mencionada, o apóstolo João descreve uma visão de sete reis, que compõem a besta que está assentada sobre sete colinas. É consenso, inclusive por causa da constatação feita pelo profeta desta era, o irmão William Marrion Branham, que "besta" é um poder e que essas sete colinas são sete montes, sobre os quais uma grande organização estaria embasada. Os crentes da Mensagem já sabem bem que a cidade de Roma, na Itália, está cercada por sete montes e que é lá onde está situado o Vaticano, sede da Igreja Católica. Essa organização religiosa, portanto, seria a besta do Apocalipse.
Entretanto, a interpretação de que esses sete reis seriam os sete papas ainda está vaga, já que o profeta não se aprofundou nesse ponto. O combustível para levar esse ponto de vista adiante se baseia no fato de, em 1929, os papas terem ganhado o título de monarcas, já que o Vaticano passou a ser um Estado. De lá para cá, por coincidência ou não, já passaram sete pontífices, ou sete reis, fazendo do recém-eleito papa Francisco o oitavo nessa linhagem. Esse último, conforme a interpretação de Apocalipse 17, conduziria a humanidade à perdição.
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| Acontecimentos na Igreja Católica têm levado crentes da Mensagem a exagerarem nas conjecturas. Imagens: internet. |
O fato é que esses acontecimentos recentes têm levado muitos cristãos da Mensagem a se preocuparem sobremaneira com algo que, no final das contas, não muda em nada o caminho que já deveria estar sendo trilhado por quem crê de verdade. O que se vê são crentes investindo em maldizer os que acreditam no catolicismo, afirmando sem nenhum equilíbrio que todos vão para o inferno. É a verdade, mas, dita dessa forma, não atrai pessoas. Cria repulsa, inclusive. Se o objetivo é evangelizar, tal missão está sendo cumprida da forma errada. Primeiro, porque não se está pregando a Mensagem em si, já que o ensinamento contra a Trindade, o batismo errado e tantas outras coisas sequer tem evidência. Segundo, porque se tenta conquistar as pessoas por meio do medo do iminente fim do mundo, não pelo amor a Jesus Cristo.
Por outro lado, quando a eleição de um novo papa é usada como alerta para os próprios crentes da Mensagem, as declarações apontam para a proximidade do arrebatamento. Até aí, é verdade, não só por esse sinal, mas por tantos outros. No entanto, até afirmações contundentes de que o rapto da Noiva vai acontecer ainda em 2013 já estão sendo proferidas. O que se pergunta é: com base em quê? Ora, tudo não passa do campo das conjecturas, já que a Bíblia retrata sinais do fim, mas não aponta uma data. É preciso, portanto, ter cuidado com declarações deterministas sobre o que não se tem certeza.
De toda forma, o que os crentes precisam guardar no coração é o seguinte: antes ou depois da renúncia de Bento XVI, sempre foi tempo de se preparar, de colocar a vida em ordem. O profeta sempre disse que já é mais tarde do que pensamos. Por que todo esse alvoroço agora? Acaso surgiu alguma nova revelação? Acaso a Mensagem mudou? Como cristãos, portanto, devemos seguir em frente, deixando de olhar tanto para o falso profeta (besta) e achando o centro proposto pelo verdadeiro profeta enviado para a Noiva. Encontrando esse equilíbrio, estaremos longe de qualquer presunção e alvoroço, esperando, enfim, a volta do Senhor Jesus Cristo.
