sexta-feira, 9 de março de 2012

A BÍBLIA EM PORTUGUÊS:
VERSÕES E DISTINÇÕES (3)

O blog A MENSAGEM DO ENTARDECER prossegue com a terceira postagem da série "A BÍBLIA EM PORTUGUÊS: VERSÕES E DISTINÇÕES" e aborda as fontes a partir das quais as versões em português e em outras línguas são traduzidas.

O Texto Massorético

O texto massorético ou masorético é o texto hebraico da Bíblia utilizado com a versão universal da Tanakh para o judaísmo moderno, e também como fonte de tradução para o Antigo Testamento da Bíblia cristã, inicialmente pelos protestantes e, modernamente, também por tradutores católicos.

Em torno do século VI, um grupo de competentes escribas judeus teve por missão reunir os textos considerados inspirados por Deus, utilizados pela comunidade hebraica, em um único escrito. Este grupo recebeu o nome de "Escola de Massorá". Os "massoretas" escreveram a Bíblia de Massorá, examinando e comparando todos os manuscritos bíblicos conhecidos à época. O resultado deste trabalho ficou conhecido posteriormente como o "Texto Massorético".

O termo "massorá" provém na língua hebraica de mesorah (מסורה, alt. מסורת) e indica "tradição". Portanto, massoreta era alguém que tinha por missão a guarda e preservação da tradição.

Fonte: Wikipedia. 

O Texto Recebido

Textus Receptus, também conhecido como Texto Recebido, Texto Majoritário ou ainda Texto Bizantino, é a denominação dada à série de impressões, em grego, do Novo Testamento que serviu de base para a Bíblia de Lutero, a Bíblia Rei Tiago (King James) e para a maioria das traduções do Novo Testamento da reforma protestante, inclusive a tradução portuguesa por João Ferreira de Almeida.

A tradução bíblica de João Ferreira de Almeida foi executada entre 1681 e 1753 baseando-se em um conjunto de manuscritos de origem Bizantina (Antioquia), que vieram juntamente com eruditos do Oriente (quando de sua fuga para o Ocidente devido à invasão militar islâmica de Bizâncio), sendo que cada um destes manuscritos continha uma parte ou todo o Novo Testamento, sendo eles na quase totalidade dos versos concordantes entre si, tendo sido intensamente utilizados por intelectuais e pelas igrejas até aquele momento. Este conjunto de manuscritos formou a base para o que depois veio a ser conhecido como Textus Receptus.

O Textus Receptus é na verdade uma compilação dos textos contidos nestes manuscritos, de modo a compor um único texto grego contendo todo o Novo Testamento. A primeira compilação deste texto foi executada pelo padre católico Erasmo de Roterdã, em 1516. 

O Texto Recebido foi utilizado para a criação de algumas traduções da Bíblia para várias outras línguas, como as Bíblias de Lutero em 1522, a de Tyndale em 1526, e a do King James em 1611, e também para a tradução de João Ferreira de Almeida para o português em 1681. É importante, neste ponto, notarmos que o Textus Receptus, diretamente ou através de uma de suas traduções, foi aceito pelas igrejas protestantes após a Reforma, e que esta posição se manteve intocável, no Brasil, até meados do século XX.

Fonte: Wikipedia.

O Texto Crítico

O Texto Crítico é conhecido como Texto Minoritário por ser mais fortemente baseado na minoria dos manuscritos do Novo Testamento atualmente existentes.

O texto crítico é o preferido pela maioria dos acadêmicos que rejeitam a autoridade final da Bíblia. Na atualidade, essa linha fundamenta diversas traduções liberais da Bíblia, tais como a Nova Versão Internacional (NVI) e a Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), incluindo ainda a Almeida Revista e Atualizada, dentre outras. 

O Texto Crítico não é aceito pelos estudiosos lusófonos cristãos tradicionais que seguem o Textus Receptus e o Texto Massorético e que fundamentam as traduções bíblicas em língua portuguesa Almeida Revista e Corrigida e Almeida Corrigida e Fiel.

Fonte: Wikipedia.