O Brasil é a maior nação católica do mundo. Mais de 500 anos atrás, o processo de colonização contou com a participação de padres portugueses e implantou uma tradição que se reflete até hoje nos costumes da nação. No entanto, uma pesquisa divulgada esta semana pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) revela que o Brasil já não é mais tão católico como em outrora. Em 2009, pela primeira vez, o número de pessoas ditas adeptas do Catolicismo ficou abaixo de 70%.
Cerca de 130 milhões de brasileiros, hoje, têm o Papa como sua autoridade espiritual na Terra. Isso equivale a 68,43%, o menor índice em cerca de 140 anos de pesquisas do gênero.
A decadência se opõe aos números crescentes de seguidores de religiões africanas e espiritualistas (de 1,03% a 2,23% de 2003 a 2009), de pessoas sem religião e de evangélicos tradicionais (de 5,39% a 7,47% no mesmo período). Já os evangélicos pentecostais cresceram infimamente, passando de 12,49% para apenas 12,76%.
É verdade que os tempos são outros. Porém, se, por um lado, os católicos têm perdido adeptos, por outro, os evangélicos estão com suas igrejas abarrotadas de cristãos convertidos às custas de emoção, de músicas modernas e de pregações puramente psicológicas. No final das contas, multidões valem a pena? Pensemos nisso!
Com informações do Jornal do Commercio - Recife/PE (edição de 24/08/2011).