Por Luiz Filipe Freire, seu jovem irmão em Cristo
A idade da adolescência não é um período fácil. É uma fase de descobertas e decisões que afetam o decorrer da vida. É um tempo em que a presença dos pais é essencial para qualquer jovem, ainda que, muitas vezes, os mais novos não admitam isso. Até aqui, nenhuma novidade.
O fato é que, nos tempos modernos da era de Laodiceia, o cuidado tem que ser redobrado no quesito educação dos filhos. Longe de mim ser detentor da verdade absoluta sobre isso, até porque não passei pela experiência de ser pai ainda, mas creio que uma opinião é unânime entre os cristãos, em concordância com o que diz a Bíblia e o irmão Branham: toda oração é pouca no que se refere a assuntos dessa natureza.
Como jovem, já escutei relatos e vivenciei situações de adolescentes da Mensagem que muito preocupam. Se, antes, grandes problemas estavam relacionados à presença da televisão nos lares, hoje, a Internet tem sido um grande mal quando usada de maneira destemperada. Mais sutil que o envolvimento com bebidas ou com drogas, o vício em estar conectado à rede mundial de computadores tem sido uma forma cruel de o Inimigo aprisionar os mais jovens. Na web, um cardápio recheado de conteúdos diversificados é "posto à mesa", o que, aliado à influência sofrida pelos crentes em ambientes escolares, pode causar grandes estragos na estrutura de formação do adulto de amanhã.
De vídeos a textos, boa parte do conteúdo da Internet não é cristã. As redes sociais são um campo minado para os jovens da Mensagem, que, mesmo se relacionando entre si, correm riscos semelhantes aos das interações com os que não são crentes.
Capítulo à parte para livros e filmes. Os desenhos animados, por exemplo, perderam a inocência de outrora (os poucos que a tinham). Walt Disney Pictures, Warner Bros e outros grandes estúdios dos Estados Unidos, que sempre se destacaram pela produção infantil, agora se dedicam à idade da adolescência, retratando as preocupações fúteis do estilo de vida da juventude norte-americana e enchendo a mente dos jovens (mesmo cristãos) de toda a moda hollywoodiana que tanto o profeta de Deus criticou em suas pregações.
Se estivesse vivo, o irmão Branham teria grande preocupação com os temas que são lançados sobre a juventude. Sem citar nomes de produções em particular, aí vai uma parte da lista:
Romances ilícitos: é comum a troca entre casais de jovens e indecisões que acarretam escolha de dois pretendentes ("enquanto não decido, fico com os dois").
Exaltação da beleza corporal masculina/feminina: além da exibição de mulheres, algo já comum nesta última era, belos jovens descamisados também são presença recorrente nessas obras. Muitas moças dizem por aí que tais personagens são tudo o que elas querem como marido (!!!).
Heróis grotescos: vampiros, bruxos e lobisomens se transformaram em mocinhos nessas histórias. A imagem do príncipe encantado ficou para o tempo em que as meninas brincavam com bonecas.
Bruxaria e frases em línguas desconhecidas: desenhos de origem oriental, sem dúvida, são os mais perigosos nesse sentido. Mas há filmes vindos de Hollywood também. O vocabulário de produções cinematográficas e livros com tal temática tem adentrado à cultura de muitos jovens, de forma que vários deles sabem de cor até feitiços reproduzidos nos enredos. Vale lembrar que algumas das sagas são contadas em vários livros, que, juntos, são quase tão volumosos quanto a Bíblia. Ainda assim, tem muito adolescente por aí que é doutor no assunto e não sabe nada das Escrituras Sagradas.
Distante de qualquer legalismo, é importante que os pais detectem tais problemas no início. Basta que sejam mais atentos a qualquer nova tendência que surgir, seja uma banda musical ou um novo enredo de cinema. Com as tentações oriundas dos colegas de escola e dos meios de comunicação, nem todos os rapazes e moças conseguem escapar da armadilha de ler, assistir ou ouvir, pela primeira vez, algum conteúdo mundano. É por isso que, se os responsáveis pelo lar não tiverem atenção suficiente para impedir que o veneno do Inimigo se alastre na mente de seus filhos, ficará mais e mais difícil controlar a possível rebeldia juvenil que virá depois. Mais do que nunca, serão casos em que somente a oração e a paciência vão resolver.
Então, entenda a intenção deste texto: é apenas alertar, e não polemizar ou dar um sentido pessimista ao assunto. Cabe a cada pai e mãe o modo de educar seus filhos, e Deus, certamente, tem ajudado e continuará auxiliando cada lar a crescer e a se sustentar de maneira equilibrada e feliz. Com certeza, se há casos de pessoas com dificuldades no tema tratado acima, existem, também, testemunhos de pessoas e famílias vitoriosas pela graça do nosso Senhor Jesus Cristo.