quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Astrônomos alemães descobrem a água mais distante da Terra

Aqui em nosso blog, não é a primeira vez que destacamos um acontecimento da área da ciência. Já falamos algumas vezes sobre o Colisor de Hádrons, mais conhecido como "a máquina do Big Bang", por exemplo. Então, a partir disso, aqui vai mais uma empreitada científica polêmica.

"Uma equipe de astrônomos alemães da cidade de Bonn detectou a presença de água à maior distância da Terra registrada até o momento, cerca de 11,1 bilhões de anos-luz. Um porta-voz do Instituto Max Planck de Radioastronomia de Bonn (Alemanha) especificou nesta quarta-feira (17) que as partículas de água foram localizadas no quasar (corpo cósmico que emite grandes ondas de radiação) MG-J0414+0534, uma galáxia ativa muito distante de nosso planeta. Os cientistas alemães assinalaram nesse sentido que os sinais recebidos do quasar são de quando o universo só tinha um quinto de sua idade atual.

O grupo de astrônomos, que publicará os resultados de seu estudo na revista Nature, estima que a água detectada faz parte de nuvens de gás e pó que são absorvidas por um buraco negro em massa situado no centro do quasar. Sublinharam ainda que não se trata de água líquida, mas de moléculas de água muito distantes entre si, que puderam ser detectadas com o radiotelescópio da montanha de Effelsberg, junto a Bonn.

Sua descoberta foi possível também pela situação do quasar no espaço, com outra galáxia em seus arredores que fez de espelho para reforçar a primeira."

(Fonte: Estadão Online)

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A ciência em mais uma de suas empreitadas. Cada vez mais o homem quer descobrir coisas e mais coisas além dos limites do firmamento. Coisas cuja a razão de ser, nem sempre, pode ser explicada. Mas, o homem sempre está lá, explorando, buscando, descobrindo. O Colisor de Hádrons é um exemplo disso: um projeto, já mencionado antes aqui em nosso blog, em que os cientistas pretendem simular ou reproduzir quase que fielmente, se possível, como ocorreu o suposto fenômeno do "Big Bang". Quão a razão disso? Qual o intuito de saber algo que, de certo modo, não influi tanto mais no fututo de nosso planeta? Pode, de fato, ajudar a desvendar mistérios do passado, mas... até que ponto o homem tem chegado em nome da ciência! Isso um dia vai acabar extingüindo a humanidade, e nós sabemos disso; sabemos que o homem irá se auto-destruir com suas criações científicas de última geração. Como foi dito, em outras palavras, numa edição dominical do Diario de Pernambuco de alguns meses atrás: "O homem está BRINCANDO DE DEUS".

Contudo, ninguém está aqui defendendo que o homem jamais deveria fazer e inventar criações e máquinas de grande tecnologia. Não. A ciência tem seu lado bom, nós sabemos disso. Aliás, graças a ela, esta postagem pode ser lida por você, caro leitor, neste momento, através da tela do computador. No entanto, é uma faca de dois gumes: no momento em que ela (a ciência) passa a ser usada para a pura e exclusiva exaltação humana, ou, às vezes, até para fazer o mal contra a humanidade (como nas guerras, por exemplo), então nossa opinião é clara sobre isso: melhor seria se o homem soubesse ponderar mais suas empreitadas científicas.

Mas, enfim, o caso da descoberta de água distante da Terra é mais uma dessas empreitadas, talvez não tão incisiva e polêmica quanto a do Colisor de Hádrons porque, pelo menos por enquanto, não passa de um estudo de cientistas alemães, ao contrário da máquina do Big Bang, que já é um projeto prático, apesar de estar em manutenção, no momento, depois de ter sofrido alguns danos em seu primeiro período de operação. Mas, daqui para frente, muita coisa em relação a esse universo científico pode tomar um rumo mais certo e profundo.